Redação DQ Notícias

Os Estados Unidos suspenderam os serviços consulares presenciais no Brasil a partir desta sexta-feira (2). A Austrália também anunciou o fechamento de sua embaixada em Brasília neste dia. As medidas foram justificadas por preocupações de segurança e ocorrem a dois dias do primeiro turno das eleições, marcado para domingo (4).

Segundo a Agência Brasil, as representações diplomáticas não detalharam quais ameaças motivaram as decisões.

Fachada da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, com bandeira americana e palmeiras.
Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, em foto de arquivo. Foto: Luis Dantas/Divulgação.

Suspensão alcança cinco cidades

No caso dos Estados Unidos, a interrupção do atendimento presencial abrange a embaixada em Brasília e os consulados de Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. O comunicado americano atribui a decisão a preocupações com a segurança.

Austrália divulga orientações a viajantes

O portal oficial Smartraveller, do governo australiano, informa que a embaixada em Brasília ficará fechada em 2 de outubro. O aviso também recomenda evitar as instalações diplomáticas americanas no Brasil e suas imediações.

A orientação menciona o terrorismo como uma ameaça mundial e pede atenção em locais públicos, áreas turísticas e espaços com grandes concentrações de pessoas. O texto não descreve uma ameaça específica no Brasil.

O Brasil permanece no nível 2 da escala australiana de alertas, que vai de 1 a 4. A recomendação é adotar um alto grau de cautela.

Medidas ocorrem às vésperas da votação

O aviso australiano também prevê a possibilidade de manifestações, reuniões políticas e reforço de segurança no período eleitoral. A orientação aos viajantes é acompanhar as informações locais e seguir as instruções das autoridades.

Em setembro, a Agência Brasil noticiou que um relatório reservado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) apontava risco de influência ou interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. As informações sobre o documento foram divulgadas pela Folha de S.Paulo e confirmadas pela TV Brasil.

Estados Unidos e Austrália integram, com Reino Unido, Canadá e Nova Zelândia, a parceria de inteligência conhecida como Five Eyes. A cooperação tem raízes na Segunda Guerra Mundial e nos acordos de compartilhamento de informações firmados a partir de 1946.