Redação DQ Notícias
Depois de desistir do debate presidencial da TV Globo, Flávio Bolsonaro (PL) reuniu aliados em uma live e pediu apoio para vencer a eleição no primeiro turno. Na transmissão de quinta-feira (1º de outubro), o senador afirmou que Lula (PT) seria “expulso da Presidência” no domingo (4).
O candidato convocou um “voto de revolta” e voltou a desafiar o presidente para um confronto. Lula já havia anunciado que não participaria do debate e, naquela noite, concedeu entrevista ao Flow Podcast.
“Você vai ser expulso da presidência nesse domingo, Lula.”
Aliados reforçam apoio na transmissão
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o influenciador Pablo Marçal estiveram entre os participantes. Nikolas comemorou o cancelamento do debate e acusou o PT de recorrer à censura. Marçal pediu votos para Flávio e defendeu a derrota de Lula.
Críticas ao Judiciário e apelo por voto útil
Flávio atribuiu o desfecho do debate a decisões do Judiciário que, segundo ele, favoreceram Lula. O candidato também pediu que eleitores de outros presidenciáveis concentrassem votos nele já no primeiro turno.
O que mudou nas regras do debate
A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a exibição do púlpito vazio reservado a Lula. A decisão atendeu a um pedido da coligação do presidente e também impediu a simulação de perguntas dirigidas ao candidato ausente.
No entendimento da ministra, participar do debate é uma escolha do candidato, e a ausência não deve resultar em medidas que o pressionem a comparecer. A avaliação foi de que mostrar o lugar vazio poderia prejudicar quem decidiu não participar.
Em outra decisão, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a inclusão de Renan Santos (Missão) no encontro.
A desistência de Flávio antecedeu o anúncio do cancelamento pela Globo. O debate estava previsto para as 21h30, mas não foi realizado.