A Polícia Federal deverá investigar relatos de ataques a imagens e espaços religiosos em diferentes estados. A determinação foi feita nesta quarta-feira (30) pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Na decisão, Dino reuniu notícias sobre episódios de vandalismo e apontou possíveis crimes, entre eles preconceito religioso, ultraje a culto, furto, dano e incêndio. Para o ministro, o alcance interestadual dos relatos justifica a atuação federal.
Casos incluem símbolos de diferentes religiões
Entre as cidades mencionadas estão Salvador (BA), Londrina (PR), Rio Grande (RS), Maceió (AL), Jauru (MT) e Novo Progresso (PA).
O documento também registra relatos de ataques a um terreiro de umbanda em Esmeraldas (MG) e a um assentamento de Exu em Santo Amaro (BA).
As investigações poderão ser reunidas ou desmembradas, conforme a análise dos órgãos responsáveis.
O contexto da disputa judicial
A ordem foi tomada após a controvérsia sobre publicações que associavam Flávio Bolsonaro (PL) à retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. O candidato nega essa intenção.
André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de postagens. No domingo (27), Dino suspendeu a medida após recurso do humorista Antonio Tabet. Na segunda-feira (28), Luiz Fux suspendeu os efeitos da decisão de Dino, restabelecendo a ordem de retirada.
Essa disputa sobre conteúdos nas redes é distinta da apuração dos ataques físicos a símbolos religiosos.