Um levantamento divulgado nesta quinta-feira (3) pela Genial/Quaest aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sairia vitorioso contra qualquer um de seus possíveis adversários nas eleições presidenciais de 2026. O estudo, realizado entre os dias 27 e 31 de março com 2.004 entrevistados, mostra que Lula mantém vantagem sobre nomes da direita e centro-direita em todos os cenários testados. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e possui uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Lula lidera em todos os cenários de segundo turno

A Genial/Quaest simulou oito possíveis disputas de segundo turno entre Lula e diferentes nomes da oposição. Em todos os casos, o presidente aparece à frente:

  • Contra Michelle Bolsonaro (PL): 44% x 38%
  • Contra Tarcísio de Freitas (Republicanos): 43% x 37%
  • Contra Ratinho Júnior (PSD): 42% x 35%
  • Contra Pablo Marçal (PRTB): 44% x 35%
  • Contra Eduardo Bolsonaro (PL): 45% x 34%
  • Contra Romeu Zema (Novo): 43% x 31%
  • Contra Ronaldo Caiado (União Brasil): 44% x 30%
Lula aparece com 44%, enquanto Bolsonaro soma 40%, uma diferença dentro da margem de erro.

A pesquisa também incluiu um cenário hipotético em que Lula enfrentaria Jair Bolsonaro (PL), apesar de o ex-presidente estar inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nesse caso, Lula aparece com 44%, enquanto Bolsonaro soma 40%, uma diferença dentro da margem de erro.

Direita sem um nome definido para 2026

Sem Bolsonaro na disputa, a pesquisa revela que a direita ainda não tem um nome consolidado para 2026. Quando perguntados sobre em quem votariam caso Bolsonaro não fosse candidato, os entrevistados indicaram Tarcísio de Freitas como a principal opção, seguido por Michelle Bolsonaro e Pablo Marçal:

  • Tarcísio de Freitas: 15%
  • Michelle Bolsonaro: 14%
  • Pablo Marçal: 11%
  • Ratinho Júnior: 9%
  • Eduardo Bolsonaro: 4%
  • Romeu Zema: 4%
  • Ronaldo Caiado: 4%
  • Eduardo Leite: 3%

A pesquisa também mostra que 19% dos entrevistados não apoiam nenhum dos nomes citados, enquanto 16% não souberam ou preferiram não responder.

Medo da volta de Bolsonaro ou da permanência de Lula divide opiniões

O estudo também investigou as preocupações do eleitorado em relação à continuidade de Lula no poder ou ao retorno de Bolsonaro. Quando perguntados sobre qual cenário seria mais temido, os entrevistados se dividiram:

  • 44% disseram ter mais medo da volta de Bolsonaro.
  • 41% afirmaram temer mais a continuidade de Lula.
  • 6% declararam temer ambos.
  • 4% não têm medo de nenhum dos dois.
  • 5% não souberam ou não quiseram responder.

Rejeição alta tanto para Lula quanto para Bolsonaro

O levantamento revelou que Lula e Bolsonaro possuem o mesmo índice de rejeição, de 55%. Esse dado reforça a polarização política que deve continuar forte até 2026. Outros nomes também enfrentam altos índices de rejeição, como Eduardo Bolsonaro (56%).

Por outro lado, nomes como Romeu Zema (24%) e Ronaldo Caiado (26%) são os menos rejeitados, mas também são os menos conhecidos. Segundo a pesquisa, 61% dos entrevistados desconhecem Zema, enquanto 63% nunca ouviram falar em Caiado. Ratinho Júnior também apresenta um nível significativo de desconhecimento, com 51%.

Potencial de voto em queda

Comparado à pesquisa anterior, realizada em janeiro, Lula perdeu seis pontos percentuais entre aqueles que afirmam que “conhecem e votariam” nele, caindo de 47% para 41%. Bolsonaro também registrou queda, de 41% para 39%.

Confira o potencial de voto de outros nomes:

  • Michelle Bolsonaro: 30% votariam, 48% não votariam, 22% não conhecem.
  • Tarcísio de Freitas: 26% votariam, 32% não votariam, 42% não conhecem.
  • Eduardo Bolsonaro: 23% votariam, 56% não votariam, 21% não conhecem.
  • Pablo Marçal: 22% votariam, 45% não votariam, 33% não conhecem.
  • Ratinho Júnior: 20% votariam, 29% não votariam, 51% não conhecem.
  • Romeu Zema: 15% votariam, 24% não votariam, 61% não conhecem.
  • Ronaldo Caiado: 11% votariam, 26% não votariam, 63% não conhecem.

A pesquisa reforça a forte polarização do cenário político brasileiro e indica que, embora Lula mantenha vantagem sobre seus possíveis adversários, a disputa em 2026 ainda pode trazer mudanças conforme novos nomes se consolidem ou percam espaço entre os eleitores.