Uma dentista de 33 anos denunciou ter sido agredida pelo namorado, um policial militar, em Capistrano, no interior do Ceará. O caso ocorreu no último sábado (29) e resultou na prisão do suspeito nesta segunda-feira (31), na cidade de Itapiúna. Os nomes não podem ser revelados por força da Lei 14.857/2024.
Agressões e perseguição
De acordo com o relato da vítima às autoridades, ela tentava encerrar o relacionamento há mais de um mês, mas o policial militar não aceitava o término. Na noite do ocorrido, a dentista estava em um bar com amigos quando o namorado apareceu inesperadamente. Ao tentar deixar o local sozinha em seu carro, foi seguida por ele, que entrou no veículo sem sua permissão.
Durante a trajetória, uma discussão se iniciou, culminando nas agressões. Segundo o depoimento da vítima, o policial desferiu dois socos em seu rosto. O homem só deixou o carro quando a dentista gritou por socorro, chamando a atenção de pessoas que estavam por perto. Ainda conforme a vítima, não foi a primeira vez que sofreu violência física por parte do militar.
Ação policial e prisão do suspeito
Após a denúncia formalizada na Delegacia Regional de Baturité, a Polícia Militar do Ceará localizou e prendeu o suspeito em Itapiúna, cidade onde ele reside. O militar foi encaminhado à delegacia para os procedimentos legais. A corporação divulgou uma nota informando que a instituição “não compactua com desvios de condutas por parte de seus integrantes e repudia qualquer ação que contrarie os valores e deveres da Polícia Militar”.
Investigacao e medidas administrativas
Além da investigação criminal, a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos da Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) também instaurou um procedimento administrativo para apurar a conduta do policial. O inquérito policial segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que dará continuidade às investigações para que as medidas cabíveis sejam tomadas.
Violência doméstica e canais de denúncia
Casos de violência doméstica podem ser denunciados através do Disque 180, canal gratuito e sigiloso de atendimento às mulheres. Além disso, vítimas também podem procurar delegacias especializadas ou acionar a Polícia Militar pelo 190 em situações de emergência.