O cantor Gusttavo Lima anunciou nesta terça-feira (19), por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, que desistiu de se candidatar à presidência da República nas eleições de 2026. O sertanejo afirmou que vai se concentrar na carreira musical e que criará o Instituto Gusttavo Lima, voltado para ações sociais.

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Decisão e justificativas

Em janeiro, Gusttavo Lima revelou a intenção de disputar a presidência, alegando insatisfação com os rumos do país. Agora, o cantor afirmou que não tem estômago para lidar com negociações políticas e que sua família foi contrária à candidatura.

“Tenho 35 anos. Nada impede que na outra eleição eu seja candidato”, declarou em entrevista ao Metrópoles, antes da publicação do vídeo. No anúncio oficial, ele destacou que sua intenção é contribuir de outras formas e pediu que sua decisão seja respeitada.

“Peço a todos que respeitem minha opinião, minha posição e minha imparcialidade”, afirmou o cantor. Apesar de falar em imparcialidade, Lima apoiou publicamente a reeleição de Jair Bolsonaro (PL) em 2022.

Repercussão política

A decisão de Gusttavo Lima veio após resistência dentro da direita e da própria base bolsonarista. Políticos próximos a Jair Bolsonaro viram a possível candidatura do cantor como uma traição, já que ele havia declarado apoio ao ex-presidente e chegou a participar de um almoço no Palácio da Alvorada, além de uma superlive em apoio à campanha de Bolsonaro em 2022.

Além disso, havia um suposto acordo para que Lima se filiasse ao União Brasil e disputasse uma vaga ao Senado por Goiás, alinhado com Bolsonaro. O rompimento desse entendimento teria gerado desconforto na base bolsonarista.

Nos bastidores, a candidatura de Gusttavo Lima também era vista com desconfiança por políticos experientes, que alertavam que sua vida pessoal seria amplamente investigada caso entrasse na disputa, incluindo seu suposto envolvimento em irregularidades com apostas esportivas (bets), tema já investigado pela Polícia Civil.

Bolsonaro inelegível até 2030

Bolsonaro foi condenado pelo TSE em 2023.

Com a inelegibilidade de Jair Bolsonaro até 2030, o ex-presidente e seus aliados avaliam nomes para representar a direita nas próximas eleições presidenciais. Bolsonaro foi condenado pelo TSE em 2023, após uma reunião com embaixadores em que questionou, sem provas, a confiabilidade do sistema eleitoral.

Veja o vídeo: