A taxa de desemprego apresentou queda no Ceará e em mais 17 estados brasileiros no segundo trimestre de 2025, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (15) pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Trimestral, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nas outras nove unidades da federação, o índice se manteve estável, com variações pouco significativas em relação ao trimestre anterior.
No resultado consolidado, o Brasil registrou taxa média de 5,8% entre abril e junho, recuo frente aos 7% observados no primeiro trimestre e o menor índice para o período desde que o IBGE iniciou a série histórica, em 2012.

Queda expressiva em diferentes regiões
Entre os estados com redução do desemprego estão Santa Catarina, Goiás, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Maranhão, Alagoas, Amapá, Piauí, Paraíba, Minas Gerais, Pará, Bahia, Amazonas e Rio Grande do Norte. Santa Catarina teve a menor taxa do país, enquanto Pernambuco registrou o maior índice, de 10,4%.
No grupo que manteve estabilidade, destacam-se Pernambuco, Distrito Federal, Sergipe, Acre, Roraima, Tocantins, Paraná, Mato Grosso e Rondônia.
Perfil do desemprego por gênero, raça e escolaridade
O levantamento mostra que o desemprego atinge mais as mulheres (6,9%) do que os homens (4,8%). Por raça ou cor, a taxa ficou abaixo da média nacional entre brancos (4,8%) e acima entre pretos (7,0%) e pardos (6,4%).
A escolaridade também influencia no índice: pessoas com nível superior concluído apresentaram taxa de 3,2%, enquanto entre quem não concluiu o ensino médio o índice é historicamente mais alto, tendo chegado a 22,7% no segundo trimestre de 2021.
Redução histórica no tempo de busca por trabalho
O IBGE também registrou queda no tempo médio que as pessoas permanecem procurando emprego. Houve recuo em todas as faixas de tempo, com destaque para as que procuram trabalho há dois anos ou mais, que passaram de 1,7 milhão em 2024 para 1,3 milhão em 2025, uma redução de 23,6%.
Para William Araújo, pesquisador do IBGE, o resultado confirma a resiliência do mercado de trabalho brasileiro. “O primeiro trimestre mostrou que o mercado conseguia absorver grande parte da mão de obra temporária. Agora, os dados do segundo trimestre indicam continuidade dessa absorção, com aumento do emprego formal e redução da informalidade”, afirmou.