
A primeira-dama do Brasil, Janja da Silva, recebeu nesta quinta-feira (25), em Fortaleza, a jovem Ana Clara Antero de Oliveira, de Quixeramobim, sobrevivente de uma tentativa de feminicídio que ganhou repercussão em todo o país. O encontro ocorreu durante uma agenda relacionada ao Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, iniciativa do Governo Federal voltada ao fortalecimento das políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres.
Em publicação nas redes sociais, Janja destacou que o Ceará foi o primeiro estado a aderir ao pacto e defendeu que o compromisso represente ações concretas para combater a violência de gênero.
“É para mudar essa cultura misógina, que violenta e mata mulheres em nosso país, que o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio está chegando também aos estados”, escreveu a primeira-dama.
Segundo Janja, a adesão ao programa precisa ir além de um ato simbólico e contribuir para a construção de um país onde nenhuma mulher tenha a vida interrompida pela violência.
Caso comoveu o Brasil
Ana Clara, de 21 anos, sobreviveu a uma tentativa de feminicídio registrada no dia 1º de maio deste ano, em Quixeramobim, no Sertão Central. A jovem teve as duas mãos decepadas por golpes de foice durante o ataque.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, o crime teria sido executado pelo cunhado da vítima, supostamente a mando do então namorado. Os dois foram presos e se tornaram réus no processo criminal que apura o caso.
A violência provocou forte comoção em todo o país, mobilizando manifestações de solidariedade e reforçando o debate sobre o combate ao feminicídio e à violência contra as mulheres.
Pacto Nacional
O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio reúne ações de prevenção, proteção e responsabilização dos autores de violência de gênero, além de incentivar estados e municípios a ampliarem a rede de atendimento às vítimas.
O Ceará foi o primeiro estado brasileiro a formalizar adesão ao programa, considerado uma das principais estratégias do Governo Federal para reduzir os índices de feminicídio e fortalecer as políticas de proteção às mulheres.