Uma idosa, que prefere não ser identificada, foi atacada por um grupo de cães de rua em Quixadá. Ela acabou ferida com mordidas na perna direita. O caso aconteceu neste domingo (4), na Travessa José Viana de Souza, nas proximidades da Rua Francisco Segundo Costa, no bairro Centro.

De acordo com Lery Costa, uma aposentada de 43 anos, a idosa começou a gritar por socorro diante do ataque dos animais.

“Ela ia passando sozinha, sem nenhum pet. Eu vi e comecei a gritar. Meu irmão correu para ajudar. Ela estava gritando muito por socorro, mas ainda assim foi mordida. Sendo ela uma senhora, estava tão nervosa que não tinha como nem podia correr”, conta Lery.

Idosa teve a perna mordida por cães de rua em Quixadá neste domingo (04).

Curiosamente, a própria Lery Costa foi vítima, em outubro do ano passado, de um ataque dos mesmos animais de rua. O DQ publicou aqui a história.

“A questão é: até quando isso vai acontecer?”, indaga Lery.

A idosa atacada foi socorrida e ficou em segurança, mas não sem lesões, tanto físicas como psicológicas. Ela perdeu o marido há apenas poucos dias e ainda está lutando com a dor do luto. O ataque dos animais se soma às circunstâncias já difíceis que vem enfrentando.

🐾 Animais de rua em Quixadá: um problema persistente

A presença de cães e gatos abandonados nas ruas de Quixadá é uma realidade antiga que se tornou um desafio permanente para o município. No Sertão Central, a situação é visível em praças, mercados e bairros residenciais, onde os animais circulam em busca de alimento, abrigo e atenção.

Apesar de iniciativas pontuais de vacinação, castração e campanhas educativas, as ações ainda são tímidas diante da dimensão do problema. A ausência de uma política pública contínua e de estrutura adequada para acolhimento e controle populacional agrava o cenário e expõe tanto os animais quanto a população a riscos de acidentes e doenças.

🕊️ O enfrentamento da questão exige planejamento, recursos e cooperação entre poder público, entidades de proteção animal e a sociedade civil, para transformar o cuidado e o respeito em políticas efetivas e duradouras.

Veja abaixo as fotos do ataque a Lery Costa, em outubro do ano passado:

🐾 Sugestões para o Poder Público

O aumento de cães e gatos soltos nas ruas exige medidas permanentes de prevenção, acolhimento e conscientização. Algumas ações eficazes que podem ser consideradas:

  • Criação de um Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) municipal com estrutura para castração, vacinação e adoção responsável.
  • Programas regulares de castração gratuita em parceria com ONGs e faculdades de veterinária.
  • Campanhas educativas nas escolas e mídias locais sobre posse responsável e prevenção do abandono.
  • Parcerias com abrigos e protetores independentes para acolhimento temporário e incentivo à adoção.
  • Criação de canal público de denúncias e resgate de animais feridos ou em situação de risco.

🕊️ Medidas integradas entre o poder público, instituições e comunidade são essenciais para reduzir o número de animais de rua e promover o bem-estar coletivo.

⚠️ Como reagir diante de um ataque de cães de rua

Casos de ataques de cães soltos nas ruas exigem calma e ação imediata. Veja orientações que podem ajudar a se proteger e reduzir riscos de ferimentos graves:

  • Mantenha a calma: evite gritar ou correr. Movimentos bruscos podem estimular o instinto de caça do animal.
  • Não encare o cão diretamente nos olhos — isso pode ser interpretado como ameaça.
  • Use um objeto como barreira (mochila, casaco, guarda-chuva) para manter distância e proteger o corpo.
  • Afaste-se devagar, sem virar de costas, mantendo o cão à vista até conseguir abrigo seguro.
  • Se houver mordida, lave o ferimento com água e sabão e procure atendimento médico imediatamente para avaliação antirrábica.
  • Registre o caso com fotos e comunique à Vigilância Sanitária ou ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) do município.

🐕‍🦺 A prevenção e o cuidado comunitário são fundamentais. Evite se aproximar de grupos de cães e apoie campanhas locais de castração e adoção.