Economia e trabalho

Governo estuda crédito e capacitação para empresas com o fim da escala 6×1

Durigan prevê apoio à adaptação dos negócios; equipe econômica ainda avalia quais setores precisarão de financiamento.

Consumidores em estabelecimento comercial, com produtos e cartazes de preços
Consumidores em estabelecimento comercial. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil. Imagem de arquivo.

O governo federal estuda oferecer crédito e capacitação às empresas que tiverem dificuldades para se adaptar ao fim da escala 6×1. A previsão foi apresentada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista à TV Band na sexta-feira (16).

O apoio poderá financiar inovação, treinamento e modernização dos processos. O Sebrae foi citado como possível parceiro para atender pequenos negócios.

“Os empresários têm que ter apoio do governo para participar desse novo tempo, que é uma mudança civilizacional”.

Dario Durigan, ministro da Fazenda.

Como o crédito pode ajudar um pequeno negócio

Para um pequeno comércio, por exemplo, a mudança pode exigir reorganização dos turnos. O financiamento pode ajudar nessa adaptação, mas é um empréstimo a ser devolvido. Juros, prazos e condições de acesso serão decisivos para saber se o apoio cabe no caixa da empresa.

A nova jornada terá transição

O anúncio acompanha a promulgação da Emenda Constitucional 141/2026, realizada pelo Congresso na sexta-feira. A mudança prevê dois dias de descanso remunerado e redução gradual do limite semanal de trabalho, sem corte salarial.

Promulgação O Congresso formalizou a emenda em 16 de outubro.
Após 60 dias Regra geral de duas folgas remuneradas e limite de 42 horas semanais.
Mais 12 meses O limite semanal cai para 40 horas, mantendo os salários.

As folgas não precisam ser sempre no sábado e no domingo. Acordos coletivos poderão estabelecer compensações, preservando a média de dois dias de repouso por semana no mesmo mês.

Trabalhadores terceirizados da administração pública terão regra específica de transição.