
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 deve avançar na Câmara dos Deputados ainda nesta semana, segundo avaliação do presidente da Casa, Hugo Motta.
Nos bastidores do Senado, porém, empresários articulam mudanças no texto para ampliar o tempo de transição da nova jornada de trabalho.
A proposta reduz a carga semanal máxima de trabalho de 44 para 40 horas e amplia o descanso semanal remunerado.
Atualmente, o texto aprovado na comissão especial da Câmara prevê:
📌 redução inicial de duas horas semanais
📌 início da mudança 60 dias após a promulgação da PEC
📌 nova redução após 12 meses, chegando às 40 horas semanais
O setor empresarial considera o prazo curto para adaptação.
Nesta terça-feira (26), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deve se reunir com representantes do empresariado para discutir o tema.
Segundo informações divulgadas, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, defenderá uma transição de quatro anos.
A proposta dos empresários prevê:
➡️ redução de uma hora por etapa
➡️ prazo maior para adaptação das empresas
➡️ diferenciação por setores econômicos
Pela sugestão apresentada:
📌 duas horas seriam reduzidas após dois anos
📌 as duas horas restantes seriam cortadas apenas no quarto ano
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Otto Alencar, afirmou que o ambiente político no Senado é favorável à aprovação da PEC ainda neste ano.
Segundo ele, alguns setores já estariam preparados para mudanças mais rápidas.
“A construção civil já está preparada para a mudança, mas o comércio deve demandar algum tipo diferente de transição”, declarou o senador.
Nos bastidores, representantes empresariais avaliam que o cenário pré-eleitoral dificulta o adiamento da votação.
Por isso, a estratégia passou a ser tentar modificar o texto no Senado, principalmente nos pontos relacionados aos prazos de adaptação.
