O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) confirmou nesta semana sua disposição de disputar o Governo do Ceará nas eleições de 2026. A declaração ocorreu durante a festa de 50 anos do ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), realizada na fazenda do deputado estadual Felipe Mota (União Brasil), no município de Capistrano.

“É pra eu encarar, eu vou encarar”

Em discurso a aliados e lideranças políticas presentes ao evento, Ciro deixou clara a intenção de assumir novamente protagonismo na política estadual. “É pra eu encarar. Eu vou encarar”, disse, ao comentar a possibilidade de se lançar ao Palácio da Abolição.

Apesar de confirmar a pretensão, Ciro frisou que o debate interno sobre a escolha do nome que representará seu grupo político ainda está em aberto:

“Agora, adiar a escolha de nome. Mas pode dizer: tem lá o Ciro, tem lá o Roberto Cláudio. Eu, por exemplo, voto no Roberto [Cláudio], está mais novo, mais vivo, mais inteiro. Mas cada um de nós, nessa dinâmica, tem que assumir o compromisso de fazer o que for necessário fazer, eu farei”.

Ciro descarta apoio de Cid Gomes

Durante o evento, o pedetista também descartou qualquer possibilidade de apoio de seu irmão, o senador Cid Gomes (PSB), à sua provável candidatura. A relação entre os irmãos tem sido marcada por divergências políticas nos últimos anos, especialmente após o rompimento de Cid com o PDT.

“Eu quero que o Cid seja feliz. Eu vou defender o Ceará. E ele infelizmente está do lado errado”, declarou Ciro.

A declaração aprofunda a distância política entre os dois líderes do clã Ferreira Gomes, que por décadas comandaram o mesmo grupo político no estado.

Cenário para 2026

A possível candidatura de Ciro ao governo estadual em 2026 marca uma reviravolta em sua trajetória recente. Após disputar quatro vezes a Presidência da República — a última em 2022, quando ficou em quarto lugar — Ciro pode buscar uma nova chance no cenário estadual, onde já governou o Ceará entre 1991 e 1994.

A sinalização de que poderá concorrer à sucessão do governador Elmano de Freitas (PT) também representa um novo capítulo na disputa pelo controle político do estado, envolvendo pedetistas, petistas, e agora os dissidentes aliados a Cid Gomes e ao PSB.