Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no Brasil manteve-se em 5,6% no trimestre encerrado em setembro de 2025, igualando o menor nível desde o início da série histórica, em 2012. O resultado confirma a continuidade da recuperação do mercado de trabalho e reflete um cenário de estabilidade e expansão.
Estabilidade e expansão do mercado
De acordo com o IBGE, o índice recuou 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (5,8%) e 0,8 ponto em comparação com o mesmo período de 2024 (6,4%). O país contabiliza 6 milhões de pessoas desocupadas, o menor número já registrado.

A população ocupada chegou a 102,4 milhões, um aumento de 1,4% em 12 meses, o que representa mais 1,4 milhão de trabalhadores. O nível de ocupação ficou em 58,7%, mantendo-se estável no trimestre, mas 0,3 ponto acima do observado no ano passado.
Menos subutilização e desalento
A taxa de subutilização da força de trabalho caiu para 13,9%, também o menor patamar desde o início da série. O número de pessoas subutilizadas (15,8 milhões) é o mais baixo desde 2014, demonstrando ampliação das oportunidades formais.
O número de desalentados — pessoas que desistiram de procurar emprego — recuou 14,1% no ano, atingindo 2,6 milhões, o menor índice desde 2015.
Empregos formais em alta e informalidade em queda
O número de empregados com carteira assinada no setor privado, excluídos os domésticos, chegou a 39,2 milhões — o maior da série histórica. O total de empregados sem carteira foi de 13,5 milhões, queda de 4% em um ano.
A taxa de informalidade ficou em 37,8%, inferior à de 2024 (38,8%), representando cerca de 38,7 milhões de trabalhadores. Os trabalhadores por conta própria somaram 25,9 milhões, alta de 4,1% em 12 meses. O setor público também apresentou avanço, com 12,8 milhões de ocupados, crescimento de 2,4% em relação a 2024.
Renda e massa salarial em recorde histórico
O rendimento médio real chegou a R$ 3.507, o maior valor já registrado. Embora estável no trimestre, o ganho aumentou 4% em comparação anual. A massa de rendimentos atingiu R$ 354,6 bilhões, alta de 5,5% em um ano.
Setores que impulsionaram o emprego
A agricultura, pecuária, pesca e aquicultura cresceram 3,4% no número de ocupados em relação ao trimestre anterior, mesma variação observada na construção civil. Por outro lado, houve queda no comércio e reparação de veículos (-1,4%) e nos serviços domésticos (-2,9%).
Comparado a 2024, destacaram-se os avanços em transporte e armazenagem (6,7%) e em administração pública, educação e saúde (3,9%).
Crescimento nos rendimentos por setor
O rendimento médio aumentou 5,5% em alojamento e alimentação no trimestre e apresentou elevação anual em cinco segmentos: agropecuária (6,5%), construção (5,5%), informação e finanças (3,9%), administração pública e serviços sociais (4,3%) e serviços domésticos (6,2%).