Quixadá, 156 anos: entre pedras e ventos, uma cidade feita de gente e pertencimento
Neste 27 de outubro, o município celebra sua emancipação política e administrativa com uma homenagem a quem constrói, todos os dias, sua história no coração do Sertão Central.
Há cidades que a gente reconhece pelo horizonte. Quixadá é uma delas. Os monólitos anunciam a chegada, despertam lembranças e acompanham a vida de quem aprendeu a chamar este pedaço do Ceará de casa.
Neste 27 de outubro de 2026, Quixadá completa 156 anos de emancipação política e administrativa. A data reúne a memória de quem abriu caminhos, o trabalho de quem sustenta o presente e os sonhos de quem ainda tem uma vida inteira para construir aqui.
Entre as pedras que atravessam o tempo, gerações nasceram, partiram, voltaram e permaneceram. Cada uma deixou alguma coisa: um ofício ensinado, uma família criada, uma amizade, uma história que continua sendo contada.
A cidade que existe nas pessoas
Quixadá está na paisagem que impressiona quem chega. Está também nos detalhes que só o afeto ensina a reconhecer.
No caminho de casa. No encontro com alguém conhecido. Na saudade de quem mora longe e procura notícias daqui para se sentir um pouco mais perto.
Seu aniversário pertence a quem acorda cedo para trabalhar, mantém o comércio aberto, cultiva a terra, ensina, cuida, pesquisa e faz arte. Pertence aos moradores da sede, dos distritos e das comunidades rurais. Aos que nasceram quixadaenses e aos que criaram raízes por escolha.
É esse trabalho, muitas vezes silencioso, que dá movimento à cidade. Por trás de cada conquista coletiva existem pessoas que dedicaram tempo, conhecimento e esforço para torná-la possível.
Cuidar de Quixadá é cuidar de seu futuro
Celebrar a cidade também pede atenção à vida de seus moradores. O orgulho de pertencer ganha sentido quando acompanha o compromisso com educação, saúde, segurança, trabalho e oportunidades.
Os jovens precisam encontrar espaço para desenvolver seus talentos. As crianças merecem crescer protegidas. Os idosos têm direito ao cuidado e ao reconhecimento. Cada comunidade precisa ser ouvida nas decisões que desenham o futuro do município.
A paisagem que recebemos como herança também exige proteção. Preservar seus monólitos, sua natureza e sua memória cultural é permitir que outras gerações possam reconhecer Quixadá com o mesmo encantamento.
Aos 156 anos, a cidade carrega histórias suficientes para emocionar e páginas abertas para o que ainda virá.
Hoje, a homenagem é a Quixadá e à sua gente. A quem ficou, a quem partiu levando saudade e a quem chegou trazendo novos sonhos.
Parabéns, Quixadá. Que o futuro seja generoso com quem faz desta terra o seu lugar no mundo.