O Supremo Tribunal Federal (STF), que é o tribunal mais importante do Brasil, decidiu voltar a investigar um político chamado Valdemar Costa Neto. Ele é o chefe do Partido Liberal (PL), o mesmo partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os juízes do STF querem saber se Valdemar ajudou pessoas que planejaram um golpe, ou seja, uma tentativa de acabar com as regras da democracia — que são as leis que garantem o voto e a liberdade das pessoas.
O que o STF está investigando
Os investigadores dizem que, depois das eleições de 2022, o partido de Valdemar pediu para cancelar parte dos votos, dizendo que as urnas eletrônicas não funcionavam direito. Isso não era verdade, e várias pessoas espalharam essas mentiras para tentar fazer as pessoas acreditarem que houve fraude.
Essas histórias falsas fizeram muita gente protestar na frente de quartéis do Exército, pedindo que os militares tirassem o governo eleito — o que é proibido pela Constituição.
Como o STF decidiu

O ministro Alexandre de Moraes, que é um dos juízes do STF, pediu para a investigação ser reaberta. Ele foi apoiado por outros três ministros: Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Apenas um ministro, Luiz Fux, votou contra.
Agora, a Justiça vai continuar estudando os documentos e as provas para descobrir se Valdemar realmente participou do plano.
O que mais aconteceu no julgamento
Essa decisão aconteceu durante outro julgamento, chamado de “núcleo da desinformação”, que puniu pessoas que espalharam mentiras e organizaram ataques contra os prédios do governo em Brasília, no dia 8 de janeiro de 2023.
Sete pessoas foram condenadas a penas de 7 a 17 anos de prisão, e todas terão de pagar uma multa de 30 milhões de reais para ajudar a consertar os danos causados.