Uma mulher de 43 anos foi atacada por um grupo de cães de rua ao tentar defender o próprio animal de estimação, em Quixadá. O caso aconteceu na manhã desta terça-feira (14), na Travessa José Viana de Souza, nas proximidades da Rua Francisco Segundo Costa, no bairro Centro.

A vítima, identificada como Lery Costa, é aposentada e mora na região. Segundo relato, ela seguia a caminho da casa da mãe quando o seu cachorro foi cercado por diversos cães que vivem soltos nas ruas. Ao tentar afastar os animais, Lery acabou sendo atacada e mordida em suas pernas.

Moradores que presenciaram a cena ajudaram a mulher e conseguiram dispersar os cães. Ela foi socorrida e recebeu atendimento médico. O estado de saúde é estável.

O episódio reacende o debate sobre o aumento de cães abandonados nas ruas de Quixadá e a necessidade de ações mais eficazes de controle e acolhimento desses animais. Situações semelhantes têm sido relatadas em diferentes bairros da cidade, gerando preocupação entre os moradores.

🐾 Sugestões para o Poder Público

O aumento de cães e gatos soltos nas ruas exige medidas permanentes de prevenção, acolhimento e conscientização. Algumas ações eficazes que podem ser consideradas:

  • Criação de um Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) municipal com estrutura para castração, vacinação e adoção responsável.
  • Programas regulares de castração gratuita em parceria com ONGs e faculdades de veterinária.
  • Campanhas educativas nas escolas e mídias locais sobre posse responsável e prevenção do abandono.
  • Parcerias com abrigos e protetores independentes para acolhimento temporário e incentivo à adoção.
  • Criação de canal público de denúncias e resgate de animais feridos ou em situação de risco.

🕊️ Medidas integradas entre o poder público, instituições e comunidade são essenciais para reduzir o número de animais de rua e promover o bem-estar coletivo.

⚠️ Como reagir diante de um ataque de cães de rua

Casos de ataques de cães soltos nas ruas exigem calma e ação imediata. Veja orientações que podem ajudar a se proteger e reduzir riscos de ferimentos graves:

  • Mantenha a calma: evite gritar ou correr. Movimentos bruscos podem estimular o instinto de caça do animal.
  • Não encare o cão diretamente nos olhos — isso pode ser interpretado como ameaça.
  • Use um objeto como barreira (mochila, casaco, guarda-chuva) para manter distância e proteger o corpo.
  • Afaste-se devagar, sem virar de costas, mantendo o cão à vista até conseguir abrigo seguro.
  • Se houver mordida, lave o ferimento com água e sabão e procure atendimento médico imediatamente para avaliação antirrábica.
  • Registre o caso com fotos e comunique à Vigilância Sanitária ou ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) do município.

🐕‍🦺 A prevenção e o cuidado comunitário são fundamentais. Evite se aproximar de grupos de cães e apoie campanhas locais de castração e adoção.

🐾 Animais de rua em Quixadá: um problema persistente

A presença de cães e gatos abandonados nas ruas de Quixadá é uma realidade antiga que se tornou um desafio permanente para o município. No Sertão Central, a situação é visível em praças, mercados e bairros residenciais, onde os animais circulam em busca de alimento, abrigo e atenção.

Apesar de iniciativas pontuais de vacinação, castração e campanhas educativas, as ações ainda são tímidas diante da dimensão do problema. A ausência de uma política pública contínua e de estrutura adequada para acolhimento e controle populacional agrava o cenário e expõe tanto os animais quanto a população a riscos de acidentes e doenças.

🕊️ O enfrentamento da questão exige planejamento, recursos e cooperação entre poder público, entidades de proteção animal e a sociedade civil, para transformar o cuidado e o respeito em políticas efetivas e duradouras.