O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a disponibilizar a prostatectomia radical assistida por robô para pacientes com câncer de próstata. A medida foi oficializada por meio de portaria do Ministério da Saúde publicada nesta semana e representa um avanço no acesso a procedimentos de alta complexidade pela rede pública.

A técnica é indicada para casos de câncer localizado ou localmente avançado e tem caráter curativo. A cirurgia consiste na retirada completa da próstata, das vesículas seminais e, em algumas situações, dos linfonodos pélvicos, com o objetivo de eliminar o tumor e reduzir os riscos de recorrência.

O parecer favorável foi emitido pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que analisou os benefícios da abordagem robótica em relação às técnicas convencionais. O uso do robô oferece maior precisão ao cirurgião, o que pode reduzir complicações, tempo de internação e acelerar a recuperação dos pacientes.

“Reconhecemos que há um esforço por parte da equipe técnica em promover equidade no tratamento e assegurar que mais pacientes possam se beneficiar dos melhores cuidados disponíveis”, disse o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), Rodrigo Nascimento Pinheiro.

De acordo com a portaria, as áreas técnicas do Ministério da Saúde terão até 180 dias para estruturar a oferta do procedimento, definindo hospitais aptos a receber a tecnologia e os critérios de encaminhamento dos pacientes.

O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens no Brasil, atrás apenas do câncer de pele não melanoma, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Estima-se que mais de 70 mil novos casos sejam registrados anualmente no país.