SUS começa a oferecer nove medicamentos contra o câncer; Ceará está na primeira etapa

Tratamentos têm 13 indicações e devem beneficiar mais de 116 mil pessoas. Distribuição começa em 20 centros, com expansão prevista até dezembro.

20 de outubro de 2026

Anúncio do Ministério da Saúde sobre a ampliação dos tratamentos oncológicos no SUS.
Ministério da Saúde anunciou a ampliação da oferta de tratamentos contra o câncer. Foto: Rafael Nascimento/MS.

Pacientes com câncer passam a contar, nesta semana, com novas opções de tratamento pelo Sistema Único de Saúde. O Ministério da Saúde anunciou a oferta de nove medicamentos de alta tecnologia, incluindo novas indicações para produtos já utilizados na rede pública.

A previsão é beneficiar mais de 116 mil pessoas. O fornecimento começa em 20 centros de tratamento de 16 estados e do Distrito Federal. O Ceará está entre os estados contemplados. A expectativa da pasta é alcançar os demais centros até o fim do ano.

9 medicamentos nesta etapa
13 indicações de tratamento
116 mil pessoas beneficiadas, no mínimo, segundo a projeção

O que muda no tratamento

As indicações variam conforme o tumor, o estágio da doença e as características do paciente. Há tratamentos voltados a prolongar a vida e melhorar sua qualidade, além de opções após a cirurgia para reduzir o risco de retorno do câncer.

Um exemplo é o trastuzumabe: já utilizado contra o câncer de mama no SUS, passa a atender também pacientes com câncer de estômago. O abemaciclibe contempla determinados casos de câncer de mama precoce.

Quais são os medicamentos

Indicações resumidas do anúncio. A prescrição depende dos critérios clínicos e dos protocolos aplicáveis.
Medicamento Indicação anunciada
Trastuzumabe Câncer de estômago ou da junção esofagogástrica.
Abemaciclibe Câncer de mama precoce: receptores hormonais positivos, HER2 negativo e linfonodos comprometidos.
Acetato de lanreotida Tumores neuroendócrinos.
Pazopanibe Câncer renal de células claras metastático.
Rituximabe Leucemia linfocítica crônica em primeira linha; linfoma folicular e linfoma difuso.
Abiraterona Câncer de próstata resistente à hormonioterapia, metastático ou não; e doença metastática sensível à hormonioterapia.
Gefitinibe Câncer de pulmão de não pequenas células em primeira linha.
TSH recombinante (alfatirotropina) Câncer diferenciado de tireoide com indicação de iodo radioativo.
Sunitinibe Câncer renal de células claras metastático; tumor estromal gastrointestinal (GIST) avançado ou metastático após falha ao imatinibe.

Expansão prevista até dezembro

A aquisição dos nove produtos tem impacto estimado em R$ 155,4 milhões por ano. O plano federal prevê chegar a 23 novos fármacos até dezembro, ampliando em 35% as alternativas oncológicas na rede pública. São metas de expansão, distintas da distribuição iniciada nesta semana.

Estar na lista significa que o medicamento serve para qualquer paciente?

Não. O diagnóstico, os exames e os critérios de cada tratamento determinam a indicação. A lista informa as aplicações anunciadas; a decisão individual cabe à equipe assistencial.

A distribuição já começou em todos os hospitais?

O anúncio prevê implantação gradual. A primeira etapa envolve 20 centros, e a expansão aos demais está prevista até dezembro. A presença do Ceará nessa etapa não significa disponibilidade imediata em cada município.