
O Brasil continua sendo um país de Marias, Josés, Silvas e Santos, segundo a nova edição do estudo Nomes no Brasil, divulgada nesta segunda-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Baseado nos dados do Censo Demográfico de 2022, o levantamento mostra que as escolhas de nomes e sobrenomes seguem refletindo tradições familiares e influências culturais que atravessam gerações.
Ranking em Quixadá
Em Quixadá, no Sertão Central, o nome Maria segue imbatível entre as mulheres, com 11.543 registros. Entre os homens, Francisco lidera com 7.189 registros. O sobrenome Silva é o mais presente, com 23.327 pessoas no município.
Nomes e Sobrenomes Mais Comuns em Quixadá
Dados do Censo 2022 – IBGE
- 1 Maria — 11.543 pessoas
- 2 Francisca — 2.893
- 3 Ana — 2.579
- 4 Antonia — 1.942
- 5 Raimunda — 281
- 6 Vitoria — 254
- 7 Rita — 180
- 8 Lara — 167
- 9 Carla — 160
- 10 Luana — 153
- 1 Francisco — 7.189 pessoas
- 2 José — 3.620
- 3 Antonio — 3.357
- 4 João — 1.790
- 5 Pedro — 1.010
- 6 Carlos — 682
- 7 Raimundo — 646
- 8 Paulo — 547
- 9 Luiz — 521
- 10 Luis — 400
- 1 Silva — 23.327 pessoas
- 2 Sousa — 10.125
- 3 Lima — 8.666
- 4 Oliveira — 6.923
- 5 Ferreira — 4.098
- 6 Alves — 3.972
- 7 Santos — 3.892
- 8 Pereira — 3.395
- 9 Nascimento — 2.814
- 10 Rodrigues — 2.801
Tendências e curiosidades
A plataforma Nomes no Brasil agora permite explorar o banco de dados por gênero, década de nascimento, região e inicial do nome. Também é possível visualizar a distribuição geográfica e o significado histórico de cada nome.
Em nível nacional, nomes como Gael e Helena vêm ganhando força entre as novas gerações, enquanto nomes tradicionais, como Terezinha e Osvaldo, apresentam idade mediana acima dos 60 anos.
Em cidades cearenses como Morrinhos e Bela Cruz, cerca de 22% da população se chama Maria. Já em Santana do Acaraú, uma em cada dez pessoas carrega o nome Ana.
Metodologia e sigilo
O IBGE reforça que os dados obedecem a critérios de sigilo estatístico: nomes e sobrenomes com menos de 20 registros não são exibidos. A coleta foi feita com base no Censo de 2022, considerando o primeiro nome e o primeiro sobrenome informados, respeitando variações como Luis/Luiz ou Ian/Yan.
A atualização do levantamento consolida um retrato da diversidade nominal brasileira, revelando como os nomes expressam identidade, história e cultura de cada região.