Ativistas e documentos diplomáticos revelados pelo jornal The Guardian apontam que a ativista sueca Greta Thunberg teria sido submetida a condições desumanas durante sua prisão em Israel, após o episódio da flotilha Global Sumud, que visava romper o bloqueio israelense à Faixa de Gaza.
Alegações de maus-tratos
De acordo com correspondência entre o governo sueco e pessoas próximas a Thunberg, ela relatou ter sido mantida em uma cela infestada por percevejos, com acesso insuficiente a água e comida, o que teria provocado desidratação e erupções cutâneas. Também teria sido forçada a permanecer longos períodos sobre superfícies rígidas.

Além disso, testemunhas e detidos relataram que Thunberg foi obrigada a rastejar no chão e beijar uma bandeira de Israel, ato entendido como humilhação simbólica. Outra acusação é de que ela foi exibida envolta na bandeira israelense.
"Israelenses torturaram Greta Thunberg e a fizeram beijar bandeira de Israel", diz jornalista turco e ativista da Global Sumud Flotilla, Ersin Çelik, ao retornar do cárcere israelense. pic.twitter.com/PptiQedXfz
— FEPAL – Federação Árabe Palestina do Brasil (@FepalB) October 4, 2025
Flotilha, prisão e reações
Greta estava entre 437 pessoas que integravam a flotilha humanitária Global Sumud, composta por ativistas, parlamentares e advogados, interceptada por Israel. Muitos foram levados à prisão Ketziot, no deserto de Negev.
A ONG Adalah denunciou que os detidos enfrentaram negação de acesso à água potável, medicamentos, condições sanitárias precárias e restrições no contato com advogados, o que, segundo a organização, configura violações constantes de direitos fundamentais.
Até o momento, o governo israelense não se pronunciou oficialmente sobre as denúncias. A embaixada sueca continua pressionando por garantias de tratamento digno.